"O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS

Divaldo P. Franco fala sobre as influencias dos espíritos sobre nosso pensamentos.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

 APROVEITA



“Se alguém diz: – eu amo a Deus, e aborrece a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama o seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” – (1ª Epístola à João, 4:20.)

A vida é processo de crescimento da alma ao encontro da Grandeza Divina.

Aproveita as lutas e dificuldades da senda para a expansão de ti mesmo, dilatando o teu círculo de relações e de ação.

Aprendamos para esclarecer.
 
Entesouremos para ajudar.
 
Engrandeçamo-nos para proteger.
 
Eduquemo-nos para servir.
 
Com o ato de fazer e dar alguma coisa, a alma se estende sempre mais além…
 
Guardando a bênção recebida para si somente, o espírito, muitas vezes, apenas se adorna, mas, espalhando a riqueza de que é portador, cresce constantemente.
 
Na prestação de serviço aos semelhantes, incorpora-se, naturalmente, ao coro das alegrias que provoca.
 
No ensinamento ao aprendiz, liga-se aos benefícios da lição.
 
Na criação das boas obras, no trabalho, na virtude ou na arte, vive no progresso, na santificação ou na beleza com que a experiência individual e coletiva se alarga e aperfeiçoa.
 
Na distribuição de pensamentos sadios e elevados, convertese em fonte viva de graça e contentamento para todos.
 
No concurso espontâneo, dentro do ministério do bem, une-se à prosperidade comum.
 
Dá, pois, de ti mesmo, de tuas forças e recursos, agindo sem cessar, na instituição de valores novos, auxiliando os outros, a benefício de ti mesmo.
 
O mundo é caminho vasto de evolução e aprimoramento, onde transitam, ao teu lado, a ignorância e a fraqueza.
 
Aproveita a gloriosa oportunidade de expansão que a esfera física te confere e ajuda a quem passa, sem cogitar de pagamento de qualquer natureza.
 
Se buscas o Pai, ajuda ao teu irmão, amparando-vos reciprocamente, porque, segundo a palavra iluminada do evangelista, “se alguém diz: – eu amo a Deus, e aborrece o semelhante, é mentiroso, pois quem não ama o companheiro com quem convive, como pode amar a Deus, a quem ainda não conhece?”

sábado, 3 de novembro de 2012

Viver – Um direito de todos


Quando o ser humano já começava a apresentar condições para conhecer os princípios elementares da justiça, a Providência Divina enviou, através da mediunidade de Moisés, a primeira revelação das Leis de Deus, os Dez Mandamentos. Destes, o quinto mandamento observa objetivamente: “Não Matarás”. Direito, claro, inquestionável, não suscita dúvidas e não abre exceções.

O Evangelho de Jesus, destacando a magnitude da Lei de Amor, ratifica esse mandamento e lhe amplia a compreensão, assim como a Doutrina Espírita quando observa: “Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem? R.: “O de viver. Por isso ninguém tem o direito de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer a sua existência corpórea.” (O Livro dos Espíritos, Ed. FEB, q. 880.)

Para as Leis Divinas, portanto, o ser humano tem o pleno direito de viver e o dever de preservar sua vida, não havendo nenhuma restrição a esse direito decorrente das deficiências físicas, mentais, morais ou sociais que apresente.

Os Espíritos superiores, desde a metade do século XIX, esclarecem que a união da alma ao corpo, na reencarnação, começa na concepção (Op. Cit., q. 344), e a ciência dos homens, por sua vez, evoluindo nas suas pesquisas, já reconhece que o ser humano começa a existir no momento da concepção. Com esta convicção, as leis humanas, também evoluindo nos seus conceitos e aproximando-se cada vez mais das Leis Divinas, já asseguram ao ser humano, em muitos países, o direito à vida em todas as fases da sua existência, desde a concepção.

Observa-se assim que, da concepção ao velho, em qualquer fase, o ser humano tem o direito a viver seja qual for a condição física, mental, moral ou social em que se apresente.

A reencarnação é o eixo fundamental para o Espírito enriquecer-se de experiências sublimes na sua senda evolutiva. E essas experiências adquiridas, principalmente as mais marcantes e dolorosas, são indispensáveis na conquista dos valores espirituais que promovem a construção e o aprimoramento de sua personalidade, realizada em total respeito às leis de Liberdade e de Progresso que emanam de Deus.

Proteger e dignificar a vida do ser humano em qualquer fase de sua existência (concepção, zigoto, embrião, feto, recém-nascido, criança, jovem, adulto ou idoso) e em qualquer condição na qual se apresente (com ou sem deficiências ou mazelas de toda ordem) é, portanto, compromisso de todos os que já compreendem a beleza da vida e a grandiosidade da Criação, seja material ou espiritual.

Nestor João Masotti é presidente da FEB.
(Transcrito de: Editorial, Reformador, setembro de 2011).

quinta-feira, 1 de novembro de 2012


CURA E AUTOCURA

Divaldo Pereira Franco fala sobre "Cura e Autocura" no Programa Despertar Espírita, produzido pelo Clube de Arte, exibido no dia 05 de Dezembro de 2010.



terça-feira, 30 de outubro de 2012

Não percas a tua Fé

 
Em determinados momentos da vida, somos surpreendidos por situações que nos levam a duvidar de nossas capacidade de superá-las. Mas é certo que Deus não nos dá fardo maior que a nossas forças. Cada um carrega a "cruz" a que está apto a carregar. Creio que todos esses percalços são merecidos, necessários e nos trazem crescimento espiritual. Espero que quem passe por aqui reflita sobre o assunto, sobre as razões que o levou ao acontecimento que o aflige e o aprendizado que trás o ocorrido. Fiquem todos com Deus!


"Não percas a tua Fé

Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.

Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para frente, erguendo-te por luz celeste acima de ti mesmo.

Crê e trabalha.

Esforça-te no bem e espera com paciência.

Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do Céu permanecerá.

De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.

Eleva, pois, o teu olhar e caminha.

Luta e serve. Aprende e adianta-te.

Brilha a alvorada além da noite.

Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte.

Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia..."

Autor: Meimei
Psicografia de Chico Xavier

sábado, 27 de outubro de 2012



O Santo Milagroso


Sabe quem foi Fernando Martins de Bulhões, amigo leitor? Não? E se eu disser Santo Antônio de Pádua?

Ambos são a mesma pessoa. Adotando o nome de Antônio, em seu noviciado, Fernando consagrou-se como um dos vultos mais amados do movimento cristão no século XII.

Como ocorre com relatos medievais, sua biografia está repleta de fatos curiosos, em que é difícil separar a fantasia da realidade.

Tal ocorreu, certa feita, quando Antônio conversava com um herege convicto que, não obstante sua vocação para negação, sensibilizou-se com a argumentação do santo e, sobretudo, como acontecia frequentemente, com seu carisma.

Em dado momento, em derradeira resistência nas suas convicções materialistas, o homem propôs um desafio:

- Amarrarei uma de minhas bestas e a deixarei passar fome por três dias. Depois a soltarei e colocarei o alimento à sua frente. O senhor ficará ao lado, com suas hóstias. Se a besta der preferência a elas, imediatamente  me converterei a sua fé.

Antônio aceitou o desafio. O encontro foi marcado numa praça e atraiu uma multidão de curiosos.

Santo Antônio trazia o ostensório, um recipiente onde ficam depositadas as hóstias.

O herege apresentou-se com a mula esfomeada e o alimento que lhe seria oferecido.

Após pedir silêncio, o santo virou-se para a mula e a convidou a render homenagens ao Criador.

Ante o assombro geral, o animal, rejeitando o alimento, aproximou-se imediatamente da hóstia e dobrou reverentemente as patas dianteiras.

Ante o inusitado da cena, o herege, demonstrando que era sincero, fez uma profissão de fé diante da multidão, convertendo-se num dos mais dedicados cooperadores de Santo Antônio.

Outro episódio marcante – o mais famoso envolvendo as experiências de Santo Antônio -, diz respeito ao fenômeno da bilocação, em que o espírito afasta-se do corpo e materializa-se alhures, passando a ser visto em dois lugares ao mesmo tempo.

Ele fazia uma pregação em Pádua, quando sofreu aparente desmaio.

Instantes depois era visto num tribunal, em Lisboa, a 800 quilômetros para defender seu pai de um crime que não acontecera.

Reza a tradição que, materializado, Antônio fez que o cadáver do assassinado ressuscitar por instantes para, diante dos juízes, que compareceram ao cemitério, atestar a inocência do seu pai.

Após a intervenção decisiva, o Santo desapareceu em Lisboa e acordou em Pádua.

Eliminando fantasiosos exageros,como a genuflexão da besta e a ressurreição momentânea, histórias desse teor foram suficientemente registradas e testemunhadas.

- Milagres! – Proclamará o religioso, encerrando o assunto, situando-o nos domínios do insondável.

Isso não acontece com o Espiritismo.

Os mentores espirituais que orientavam Allan Kardec na formação da Doutrina Espírita deixavam bem claro que a admissão do maravilhoso, do sobrenatural, do milagroso, exprime uma acomodação intelectual de pessoas esquecidas de que a religião não pode renunciar ao exercício da razão, sob pena de cair na fantasia.

Grandes vultos das religiões tradicionais, como Antônio de Pádua, que realizavam autênticos prodígios, aparentemente derrogando as leis naturais, foram simplesmente médiuns, que exercitavam poderes desconhecidos pelo homem comum, mas que não tem nada em comum com supostos milagres.

Imagine, leitor amigo, se, com uma grande quantidade de antibióticos, entrássemos numa máquina do tempo e nos transportássemos para o século XIV, em plena expansão da peste bubônica que, calcula-se,dizimou perto de 75 milhões de pessoas na Europa, um terço da população.

Com aqueles medicamentos salvaríamos milhões de pessoas. Um milagre para o homem daquele tempo, algo natural para o nosso tempo.

É importante que aprendamos a definir bem a natureza dos fenômenos mediúnicos que regem o relacionamento entre Espíritos encarnados e desencarnados,em situações como vivenciadas por Antônio de Pádua, afim de que a nossa crença tenha um alicerce sólido, como proclamava Allan Kardec:

“Fé inabalável só é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade.”

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

FEITIÇARIA E MAU OLHADO, EXISTE?

O médium Divaldo Pereira Franco nos esclarece sobre o assunto em entrivista no programa Transição.
 





terça-feira, 23 de outubro de 2012

MELINDRES

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Não permita que suscetibilidades lhe conturbem o coração. 

Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja. 

Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente. 

Muita vez, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxílio em sua experiência ou negócio, se você se dispuser a estudá-la.
 
Melindres arrasam as melhores plantações de amizade.
 
Quem reclama, agrava as dificuldades.
 
Não cultive ressentimentos.
 
Melindrar-se é um modo de perder as melhores situações.
 
Não se aborreça, coopere.
 
Quem vive de se ferir, acaba na condição de espinheiro.


XAVIER, Francisco Cândido. Sinal Verde. Pelo Espírito André Luiz. CEC.

sábado, 20 de outubro de 2012

A Imortalidade do Ser Humano



A crença na imortalidade é, segundo Léon Denis (1846-1927,  uma das “[...] mais difundidas nas filosofias e nas religiões do Oriente e do Ocidente. Do ponto de vista filosófico pode assumir duas formas diferentes: 1ª a crença na imortalidade da pessoa individual, ou seja, da alma humana em sua totalidade; 2º a  crença na imortalidade daquilo que a pessoa individual tem em comum com um princípio eterno e divino, só da parte impessoal da alma.” 1 Para o filósofo grego Platão (428/427-348/347), esta crença “[...] é o laço de toda a sociedade; despedaçai esse laço e a sociedade se dissolverá.”2

O conceito de existência e sobrevivência da alma  é admitido desde os tempos imemoriais, mas foi consolidado com as ideias de Sócrates, Platão, Pitágoras e dos filósofos órficos. Divulgado na Idade Média, foi acrescido das interpretações da teologia cristã pelos pais da Igreja, como Agostinho e Tomás de Aquino. No Renascimento o conceito era lugar comum, amplamente divulgado. Na Idade moderna sofreu uma reviravolta, sobretudo com a chegada do positivismo de Auguste Comte (1798-1857) que, com a sua doutrina do culto à razão,  rejeitava Deus e a imortalidade da alma. Na Idade Contemporânea, o conhecimento humano progride vertiginosamente e, com o desenvolvimento da Psicologia e da Parapsicologia, o mundo científico passa a se interessar pela paranormalidade, aceitando-se que o homem possui algo de transcendental, preexistente à formação do corpo físico.

Mais tarde, os Fenômenos de Quase Morte se destacam, sobretudo os trabalhos conduzidos por Elisabeth Kübler-Ross (1926-2004), médica suíça naturalizada americana. Esta respeitável psiquiatra obteve importantes observações de pacientes terminais que retornaram ao corpo após parada cardíaca ou estado comatoso. A maioria desses pacientes não só relataram aspectos da vida além da matéria e o encontro com Espíritos já falecidos, como puderem, por si mesmos, atestarem a imortalidade do Espírito.

As pesquisas desenvolvidas pelo psiquiatra canadense, Ian Stevenson (1918-2007), ao longo de décadas e em diferentes partes do mundo, acumularam um número significativo de casos de pessoas que tinham reminiscências de outras existências e de experiências vividas no plano espiritual, após a morte do corpo.

Segundo a Doutrina Espírita, “[...] chamamos alma ao ser imaterial e individual que reside em nós e sobrevive ao corpo .[...].”A questão de aceitar, ou não,  imortalidade da alma, e consequentemente a sua capacidade de se comunicar com os encarnados, reside na ideia que se tem de alma. Para muitos indivíduos, a alma é uma abstração, para outros é um ser destituído de uma forma precisa, espécie de luz ou clarão. Outros têm uma visão confusa, com base em suas convicções  religiosas. O progresso da Ciência, contudo, permitirá que o a imortalidade da alma, sua sobrevivência e manifestação no plano físico sejam comprovados.

A sobrevivência da alma depois da morte está provada, de maneira irrecusável e de alguma sorte palpável, pelas comunicações espíritas. Sua individualidade está demonstrada pelo caráter e pelas qualidades próprias de cada uma; essas qualidades, distinguindo as almas umas das outras, constituem a sua personalidade; se elas estivessem confundidas num todo comum, não teriam senão qualidades uniformes. Além dessas provas inteligentes, há ainda a prova material das manifestações visuais, ou aparições, que são tão frequentes e tão autênticas, que não é permitido contradizer. 4

Referências
  1. DENIS, LÉON. Cristianismo e espiritismo.  7 ed. Rio de Janeiro: FEB, cap. XI, p. 238.
  2. ABBAGNAN0, Nicola. Dicionário de filosofia. Tradução de Alfredo Bosi e Ivone Castilho Benedetti. 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000, p. 542.
  3. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 2 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Introdução II, p.25.
  4. DENIS, LÉON. Depois da morte. 13 ed. Segunda  parte, cap X,  p.127 a 132.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012