"O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”.

sexta-feira, 18 de maio de 2012


MENSAGEM AOS ESPÍRITAS de Eurípedes Barsanulfo

             Todo conhecimento superior que se adquire visa ao desenvolvimento moral e espiritual do ser. No que diz respeito às conquistas imortais, a responsabilidade cresce na razão direta daquilo que se assimila. Ninguém tem o direito de acender uma candeia e ocultá-la sob o alqueire, quando há o predomínio de sombras solicitando claridade. 


A consciência esclarecida, portanto, não se pode omitir quando convidada ao serviço de libertação da ignorância de outras em aturdimento. Somos células pulsantes do organismo universal, e quando alguém está enfermo, debilitado, detido no cárcere do desconhecimento, o seu estado se reflete no conjunto solicitando cooperação. Jesus é o exemplo dessa solidariedade, porque jamais se escusou, nunca se deteve, avançando sempre e convidando todos aqueles que permaneciam na retaguarda para segui-Lo. Esse é o compromisso do ser inteligente na Terra e no Espaço: socorrer em nome do amor os irmãos que se detêm ergastulados no erro, no desconhecimento, na dor...

            A Humanidade, desde priscas Eras, tem recebido a iluminação que verte do Alto. Nunca faltaram os missionários do Bem e da Verdade conclamando à ascensão, à superação das imperfeições morais. Em época alguma e em lugar nenhum deixou de brilhar a chama da esperança em nome de Nosso Pai, que enviou os Seus apóstolos ao Planeta, a fim de que todas as criaturas tivessem as mesmas chances de auto-realização e de crescimento interior. Todos eles, os nobres Mensageiros da Luz, desempenharam as suas atividades em elevados climas de enobrecimento e de abnegação, que deles fizeram líderes do pensamento de cada povo, de todos os povos.

            Foi, no entanto, Jesus, quem melhor se doou à Humanidade, ensinando pelo exemplo e dedicação até à morte, e oferecendo carinho até hoje, aguardando com paciência infinita que as Suas ovelhas retornem ao aprisco. Apesar das Suas magníficas lições, o ser humano alterou o rumo da Sua proposta de lídima fraternidade, promovendo guerras de extermínio, elaborando castas separatistas, elegendo ilusões para a conquista do reino terrestre... Sabendo, por antecipação, dessa peculiaridade da alma humana, o Mestre prometeu o Consolador que viria para erguer em definitivo os combalidos na luta, permanecendo com as criaturas até o fim dos tempos...

            E o Consolador veio. Ao ser apresentado no Espiritismo, surgiram incontáveis possibilidades de edificação humana, pelo fato de a Doutrina abarcar os vários segmentos complexos e profundos da Ciência, da Filosofia e da Religião, contribuindo em todas as áreas do conhecimento e da emoção para o desenvolvimento dos valores eternos e a conseqüente consolidação do reino de Deus na Terra. Expandindo-se a Codificação kardequiana, as multidões esfaimadas de paz e atormentadas por vários fatores, acercaram-se e continuam abeberando-se na fonte generosa e rica, para serem atendidas, sorvendo os seus sábios ensinamentos.

Quando, porém, deveriam estar modificados os rumos convencionais e estabelecidos a fraternidade, a solidariedade, a tolerância, o trabalho de amor na família que se expande, começam a surgir desavenças, ressentimentos, conflitos, campanhas de perturbação e ataques grosseiros, repetindo-se as infelizes disputas geradas pelo egoísmo e pela vã cegueira das paixões dissolventes, conforme ocorreu no passado com o Cristianismo, destruindo a sementeira ainda não concluída e ameaçando a ceifa que prometia bênçãos. Espíritos uns, possuídos pelo desejo de servir, mergulham no corpo conduzindo expectativas felizes para ampliar os horizontes do trabalho digno, mas vítimas de si mesmos e do seu passado sombrio, restabelecem as vinculações enfermiças, tombando nas malhas bem urdidas de obsessões cruéis, vitimados e perdidos... Outros mais, que deveriam ser as pontes luminosas para o intercâmbio entre as duas esferas vibratórias, açodados na inferioridade moral, comprometem-se com os vícios dominantes no mundo e desertam das tarefas redentoras...

 Diversos outros ainda, preparados para divulgar o pensamento libertador, deixam-se vencer pelo bafio do egoísmo e do orgulho que deveriam combater, tornando-se elementos perturbadores, devorados pela ira fácil e dominados pela presunção geradora de ressentimentos e de ódios... A paisagem, que deveria apresentar-se irisada pela luz do amor, torna-se sombreada pelos vapores da soberba e do despautério, tornando-se palco de disputas vis e de promoções doentias do personalismo, longe das seguras diretrizes do legítimo pensamento espírita... Que estão fazendo aqueles que se comprometeram amar, ajudar-se reciprocamente, fornecendo as certezas da imortalidade do Espírito e da Justiça Divina? Enleados pelos vigorosos fios da soberba e da presunção, crêem-se especiais e dotados com poderes de a tudo e a todos agredir e malsinar.

Como conseqüência dessa atitude enferma estão desencarnando muito mal, incontáveis trabalhadores das lides espíritas que, ao inverso, deveriam estar em condições felizes. O retorno de expressivo número deles ao Grande Lar tem sido doloroso e angustiante, conforme constatamos nas experiências vivenciadas em nossa Esfera de atividade fraternal e caridosa... O silêncio em torno da questão já não é mais possível. Por essa razão, anuímos que sejam trombeteadas as informações em torno da desencarnação atormentada de muitos servidores da Era Nova em direção aos demais combatentes que se encontram no mundo, para que se dêem conta de que desencarnar é desvestir-se da carne, libertar-se dela e das suas vinculações, porém, é realidade totalmente diversa e de mais difícil realização.

           Felizmente nos confortam o testemunho de inúmeros heróis do trabalho, os permanentes exemplificadores da caridade, a constância no bem pelos vanguardeiros do serviço dignificante, os ativos operários da mediunidade enobrecida e dedicada ao socorro espiritual, os incansáveis divulgadores da verdade sem jaça e sem prepotência que continuam no ministério abraçado em perfeita sintonia com as Esferas Elevadas de onde procedem.

           Quem assume compromisso com Jesus através da Revelação Espírita, não se pode permitir o luxo de O abandonar na curva do caminho, e seguir a sós, soberbo quão dominador, porque a morte o aguarda no próximo trecho da viagem e o surpreenderá conforme se encontra, e não, como se dará conta do quanto deveria estar melhor mais tarde.

           A transitoriedade da indumentária física é convite à reflexão em torno dos objetivos essenciais da vida que, a cada momento, altera o rumo do viajante de acordo com o comportamento a que se entrega. Ninguém se iluda, nem tampouco iluda aos demais. A consciência, por mais se demore anestesiada, sempre desperta com rigor, convidando o ser ao ajustamento moral e à regularização dos equívocos deixados no trajeto percorrido. Todos quantos aqui nos encontramos reunidos, conhecemos a dificuldade do trânsito físico, porque já o vivenciamos diversas vezes, e ainda o temos vivo na memória e nos testemunhos a que fomos convocados. Ninguém esteve na Terra em regime de exceção. Apesar disso, bendizemos as dificuldades e as provas que nos estimularam ao avanço e à conquista da paz.

           Provavelmente, estas informações, quando forem conhecidas por muitos correligionários, serão contraditadas e mesmo combatidas. Nunca faltam aqueles que se entregam à zombaria e à aguerrida oposição. Os seus estímulos funcionam melhor quando estão contra algo ou alguém. Não nos preocupamos com isso. Cumpre-nos, porém, o dever de informar com segurança, e o fazemos com o pensamento e a emoção direcionados para a Verdade. Como os reencarnados de hoje serão os desencarnados de amanhã, e certamente o inverso acontecerá, os companheiros terrestres constatarão e se cientificarão de visu. Jamais nos cansaremos de amar e de servir, tentando seguir as luminosas pegadas de Jesus, que nos assinalou com sabedoria: Muitos serão chamados e poucos serão escolhidos. Sem a pretensão de sermos escolhidos, por enquanto apenas pretendemos atender-Lhe ao sublime chamado para o Seu serviço entre as criaturas humanas de ambos os planos da vida.
 
(E Eurípedes Barsanulfo encerra sua mensagem aos espíritas com esta emocionante prece)
 
Amantíssimo Pai, incomparável Criador do Universo e de tudo quanto nele pulsa!
Tende compaixão dos vossos filhos terrestres, mergulhados nas sombras densas da ignorância e do primarismo em que se demoram.

A vossa excelsa misericórdia tem-se consubstanciado em lições de vida e de beleza em toda parte, convidando-nos, estúrdios que somos, ao despertamento para a vossa grandeza e sabedoria infinita. Não obstante, continuamos distraídos, distantes do dever que nos cabe atender.

Apiedai-vos da nossa pequenez e deixai-nos sentir o vosso inefável amor, que nos rocia e quase não é percebido, a fim de alterarmos o comportamento que vimos mantendo até este momento.

Enviaste-nos Jesus, o inexcedível Amigo dos deserdados e dos infelizes, depois de inumeráveis Mensageiros da Luz, ouvimos-Lhe a voz, sensibilizamo-nos com o Seu sacrifício, no entanto, desviamo-nos do roteiro que Ele nos traçou e continua apontando. Tombando, porém, no abismo, por invigilância e leviandade, tentamos reerguer-nos várias vezes, e nos ajudastes por compaixão, sem que essa magnanimidade alterasse por definitivo nossa maneira de ser durante os séculos transatos.

Permitistes que Allan Kardec mergulhasse no corpo, a fim de desmonstrar-nos a imortalidade da alma, quando campeava a descrença e a cegueira em torno da Vossa Majestade, e também nos fascinamos com o mestre lionês. Logo depois, porém, eis-nos perdidos no cipoal dos conflitos a que nos afeiçoamos, experimentando sombra e dor, esquecidos das diretrizes apresentadas.

No limiar da Nova Era que se anuncia, permiti que vossa luz imarcescível nos clareie por dentro, libertando-nos de toda treva e assinalando-nos com o discernimento para vos amar e vos servir com devotamento e abnegação.

Excelso Genitor, tende piedade de nós, favorecendo-nos com o entendimento que nos ajude a eliminar o mal que ainda se demora em nós, desenvolvendo o bem que nos libertará para sempre da inferioridade que predomina em a nossa natureza espiritual.

Sede, pois, louvado, por todo o sempre, Venerando Pai!

 
Nota:

Esta mensagem, de autoria de Eurípedes Barsanulfo, foi extraída do livro Tormentos da obsessão, ditado pelo espírito Manoel P. de Miranda ao médium Divaldo Pereira Franco (Livraria Espírita Alvorada, 2001, p. 316/323). Narra Manoel P. de Miranda que a mensagem foi endereçada aos trabalhadores espíritas, na casa de Barsanulfo, em uma reunião fraternal, na comunidade dirigida pelo mesmo, onde existem algumas organizações dedicadas à educação, como o Educandário Allan Kardec, e ao tratamento dos problemas da alma, como o Hospital Esperança.

Mona Lisa

quarta-feira, 16 de maio de 2012

DAR A VOLTA POR CIMA

 

É impressionante como algumas pessoas sabem agir com inteligência e bom senso diante das situações adversas que a vida lhes apresenta.
Há algum tempo, um ator famoso sofreu um assalto e foi ferido gravemente, ficando em coma por muito tempo. Os dias se passaram, os meses se somaram e, apesar das limitações impostas ao corpo físico, continuou lutando com bravura.
Gerson Brenner não se deixou vencer pela soma de acontecimentos amargos e começou a grande luta para dar a volta por cima e continuar vivendo, ainda que com graves limitações nos movimentos do corpo.
Um narrador de futebol, não menos famoso, sofreu um acidente de automóvel e ficou por longo tempo sem contato com o mundo exterior.
Apesar das barreiras imensas que tentavam isolá-lo do mundo, Osmar Santos empreendeu uma batalha acirrada e, depois de longo tempo, conseguiu se comunicar com o mundo através da arte, pintando quadros.
Ele conseguiu dar a volta por cima e reinventar sua vida.
Um dia, um acidente de ultraleve matou a esposa de um cantor popular e o jogou num leito de hospital com graves ferimentos na medula e no cérebro.
Poucos acreditavam que ele sairia dessa.
Mas Herbert Viana deu a volta por cima, demonstrando rara coragem e uma disposição inabalável.
Surpreendendo médicos e enfermeiros, ele aparece cantando e dedilhando sua guitarra para alegrar a enfermaria repleta de pacientes que, como ele, enfrentam horas seguidas de fisioterapia.
Assim como essas pessoas famosas, há também muitos heróis anônimos que dão a volta por cima e vencem situações de extrema dificuldade.
E, ao contrário do que muita gente pensa, essas são atitudes de pessoas que sabem usar a razão e o bom senso.
Percebem que não há como vencer, senão aceitando o desafio que as Leis maiores lhes oferecem, com resignação e coragem.
Esses são os verdadeiros vencedores, pois transformam uma situação aparentemente sem saída, numa nova maneira de encarar a vida.
É como se admitissem a si mesmas: Se Deus me ofereceu esta situação difícil é porque preciso aprender alguma lição com ela. E é isso que vou fazer.
Nesse caso, é a obediência consentida pela razão, e a resignação aceita pelo coração.
Essa é a posição de um filho que confia no seu Pai e Dele sempre espera o melhor, ainda que esse melhor chegue com aparência de desgraça.
Um filho que confia num Pai amoroso e justo e procura retirar de cada situação uma lição a mais, um aprendizado útil, mesmo que seja uma demonstração de coragem, de fé, de humildade, de confiança.
E você? Já pensou nas lições que Deus espera que aprenda com as situações que lhe apresenta?
Se ainda não havia pensado, pense agora, ainda há tempo.
Considere que as provas sempre guardam relação com o tipo de aprendizagem que precisamos demonstrar e são proporcionais ao nosso grau de evolução.
Assim, se é a nossa paciência que deve ser testada, teremos uma prova correspondente. Se é a humildade, uma prova em que possa ser demonstrada, e assim por diante.
*   *   *
Conforme nos recomendou o grande Apóstolo Paulo de Tarso, aprendamos a dar graças por tudo.
A flor agradece, com o seu perfume, a terra escura que lhe permitiu nascer e florescer.
A borboleta dá graças ao casulo desprovido de beleza que lhe permitiu efetuar a sensível metamorfose, bailando no ar e contribuindo com a polinização.
Quando o enfermo recupera a saúde, bendiz a dor que lhe trouxe a lição do equilíbrio.
Por todas essas razões, aprendamos a agradecer a tempestade que renova, a luta que aperfeiçoa, o sofrimento que ilumina.
Lembrando sempre que a alvorada é dádiva do céu que surge após a noite escura na Terra.

Momento Espírita

segunda-feira, 14 de maio de 2012


A escravidão no Brasil vista pela ótica espírita


A implantação da escravatura em nosso País, uma das características do Brasil colonial objeto do livro “O amor é para sempre”, de Cristina Sena, coincidiu praticamente com o descobrimento, ou seja, poucos anos depois da chegada de Pedro Álvares Cabral às terras brasileiras iniciava-se aqui o sistema escravagista, analisado desta forma no cap. V do livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, de autoria de Humberto de Campos, psicografado pelo médium Chico Xavier:

“ – Ismael (disse Jesus ao protetor espiritual do Brasil), asserena teu mundo íntimo no cumprimento dos sagrados deveres que te foram confiados. Bem sabes que os homens têm a sua responsabilidade pessoal nos feitos que realizam em suas existências isoladas e coletivas. Mas, se não podemos tolher-lhes aí a liberdade, também não podemos esquecer que existe o instituto imortal da justiça divina, onde cada qual receberá de conformidade com os seus atos.

Havia eu determinado que a Terra do Cruzeiro se povoasse de raças humildes do planeta, buscando-se a colaboração dos povos sofredores das regiões africanas; todavia, para que essa cooperação fosse efetivada sem o atrito das armas, aproximei Portugal daquelas raças sofredoras, sem violências de qualquer natureza. A colaboração africana deveria, pois, verificar-se sem abalos perniciosos, no capítulo das minhas amorosas determinações.

O homem branco da Europa, entretanto, está prejudicado por uma educação espiritual condenável e deficiente. Desejando entregar-se ao prazer fictício dos sentidos, procura eximir-se aos trabalhos pesados da agricultura, alegando o pretexto dos climas considerados perniciosos. Eles terão a liberdade de humilhar os seus irmãos, em face da grande lei do arbítrio independente, embora limitado, instituído por Deus para reger a vida de todas as criaturas, dentro dos sagrados imperativos da responsabilidade individual; mas, os que praticarem o nefando comércio sofrerão, igualmente, o mesmo martírio, nos dias do futuro, quando forem também vendidos e flagelados em identidade de circunstâncias.

Na sua sede nociva de gozo, os homens brancos ainda não perceberam que a evolução se processa pela prática do bem e que todo o determinismo de Nosso Pai deve assinalar-se pelo ‘amai o próximo como a vós mesmos’.

Ignoram voluntariamente que o mal gera outros males com um largo cortejo de sofrimentos. Contudo, através dessas linhas tortuosas, impostas pela vontade livre das criaturas humanas, operarei com a minha misericórdia. Colocarei a minha luz sobre essas sombras, amenizando tão dolorosas crueldades. Prossegue com as tuas renúncias em favor do Evangelho e confia na vitória da Providência Divina.”.

Depois de registrar no seu livro a fala acima transcrita, Humberto de Campos (Espírito) descreve as sucessivas provações que se abateram sobre Portugal e sua gente, que desse modo expiavam a dor imposta aos africanos escravizados, e por fim observa:

“Os filhos da África foram humilhados e abatidos, no solo onde floresciam as suas bênçãos renovadoras e santificantes; o Senhor, porém, lhes sustentou o coração oprimido, iluminando o calvário dos seus indizíveis padecimentos com a lâmpada suave do seu inesgotável amor. Através das linhas tortuosas dos homens, realizou Jesus os seus grandes e benditos objetivos, porque os negros das costas africanas foram uma das pedras angulares do monumento evangélico do Coração do Mundo. Sobre os seus ombros flagelados, carrearam-se quase todos os elementos materiais para a organização física do Brasil e, do manancial de humildade de seus corações resignados e tristes, nasceram lições comovedoras, imunizando todos os espíritos contra os excessos do imperialismo e do orgulho injustificáveis das outras nações do planeta, dotando-se a alma brasileira dos mais belos sentimentos de fraternidade, de ternura e de perdão.” (Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, cap. V.)

* * *

Em abril de 1988, um mês antes da comemoração do primeiro centenário da Abolição da escravatura no Brasil, A médium Irene Carvalho recebeu, na instituição A Comunhão Espírita de Brasília, uma mensagem do Espírito daquela que foi  a Princesa Isabel, autora da célebre Lei Áurea, e  que hoje prefere apresentar-se como uma “preta-velha”, forma de uma existência anterior que também foi uma negra escrava.

Eis a mensagem:

 “Diletos irmãos,

Abençoe-nos Jesus em Sua Luz.

O momento é de profunda reflexão. Neste instante, ainda ouço o clamor do negro escravo, que mesmo depois de liberto chorava suas dores, sem ter para onde ir. Reporto-me a esses dias com muita emoção.

Ao assinar a Lei Áurea, a minha mão foi conduzida por outra mão mais forte. Uma enorme força brotou dentro de mim e mesmo que eu quisesse não poderia retroceder. Foi um momento de enorme emoção e eu chorei.

O Brasil é sem dúvida um país de grandes dimensões e haverá lugares para todos, se houver, realmente, uma compreensão maior por parte daqueles que o governam. Dirijo-me a eles, em especial, afirmando que a palavra empenhada recebe na Espiritualidade o selo dos grandes compromissos, severamente inadiáveis. Que ninguém se iluda, pois a cobrança dos débitos será sempre feita.

Que a semeadura do Evangelho chegue também aos corações dos políticos e atinja as crianças que percorrem as ruas dos grandes centros em busca do pão e da verdade, escravas da fome e do vício. Para elas a única verdade é fugir do abandono. Alimentá-las não é o suficiente, mas sim possibilitar-lhes um mundo melhor. Uma vida equilibrada para os escravos dos novos tempos só será possível numa sociedade voltada para o bem e a fraternidade.

Quem não recebe amor não o pode dar a outrem. Os que fecham os olhos a essa dura realidade, de adultos e crianças subjugados a condições subumanas, e especialmente os que se comprazem na existência de tal condição, por fazer dela sua base de lucro e promoção pessoal, estes, sem dúvida, podem ser considerados os novos feitores, como os de outrora...

Mãos à obra, brasileiros. Que o anjo Ismael continue a proteger essa terra gigantesca, que dia a dia se destaca das demais, convergindo tantas atenções e atraindo múltiplas famílias estrangeiras que jamais a deixam.

Que o 13 de maio seja lembrado como uma data simbólica, que nos desperte para as mais nobres realizações de libertação do ser humano e não como um grito de angústia.

Dia há de chegar em que todos na Terra se abraçarão como irmãos.

Muita alegria!

Mãe Isabel.”

sábado, 12 de maio de 2012



Quando Deus criou as mães 

Diz uma lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou Dele e Lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação.

Em quê, afinal de contas, ela era tão especial?

O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado.

Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado.

Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse.

Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma. Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.

Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido, quase insignificante, numa roupa especial para a festinha da escola.

Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado.

Outro para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: Eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo, mesmo sem dizer nenhuma palavra.

O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora.

Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos.

De superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.

Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade.

Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas, ainda assim, insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.

Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.

Uma mulher de lábios ternos, que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas.

Lábios que soubessem falar de Deus, do Universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.

Uma mulher. Uma mãe.

* * *

Ser mãe é missão de graves responsabilidades e de subida honra. É gozar do privilégio de receber nos braços Espíritos do Senhor e conduzi-los ao bem.

Enquanto haja mães na Terra, Deus estará abençoando o homem com a oportunidade de alcançar a meta da perfeição que lhe cabe, porque a mãe é a mão que conduz, o anjo que vela, a mulher que ora, na esperança de que os seus filhos alcancem felicidade e paz.

quinta-feira, 10 de maio de 2012


Anencefalia como Consequência do Suicídio


Nada no Universo ocorre como fenômeno caótico, resultado de alguma desordem que nele predomine. O que parece casual, destrutivo, é sempre efeito de uma programação transcendente, que objetiva a ordem, a harmonia.
De igual maneira, nos destinos humanos sempre vige a Lei de Causa e Efeito, como responsável legítima por todas as ocorrências, por mais diversificadas apresentem-se.
O Espírito progride através das experiências que lhe facultam desenvolver o conhecimento intelectual enquanto lapida as impurezas morais primitivas, transformando-as em emoções relevantes e libertadoras.
Agindo sob o impacto das tendências que nele jazem, fruto que são de vivências anteriores, elabora, inconscientemente, o programa a que se deve submeter na sucessão do tempo futuro.
Harmonia emocional, equilíbrio mental, saúde orgânica ou o seu inverso, em forma de transtornos de vária denominação, fazem-se ocorrência natural dessa elaborada e transata proposta evolutiva.
Todos experimentam, inevitavelmente, as consequências dos seus pensamentos, que são responsáveis pelas suas manifestações verbais e realizações exteriores.
Sentindo, intimamente, a presença de Deus, a convivência social e as imposições educacionais, criam condicionamentos que, infelizmente, em incontáveis indivíduos dão lugar às dúvidas atrozes em torno da sua origem espiritual, da sua imortalidade.
Mesmo quando se vincula a alguma doutrina religiosa, com as exceções compreensíveis, o comportamento moral permanece materialista, utilitarista, atado às paixões defluentes do egotismo.
Não fosse assim, e decerto, muitos benefícios adviriam da convicção espiritual, que sempre define as condutas saudáveis, por constituírem motivos de elevação, defluentes do dever e da razão.
Na falta desse equilíbrio, adota-se atitude de rebeldia, quando não se encontra satisfeito com a sucessão dos acontecimentos tidos como frustrantes, perturbadores, infelizes...
Desequipado de conteúdos superiores que proporcionam a autoconfiança, o otimismo, a esperança, essa revolta, estimulada pelo primarismo que ainda jaz no ser, trabalhando em favor do egoísmo, sempre transfere a responsabilidade dos sofrimentos, dos insucessos momentâneos aos outros, às circunstâncias ditas aziagas, que consideram injustas e, dominados pelo desespero fogem através de mecanismos derrotistas e infelizes que mais o degrada, entre os quais o nefando suicídio.
Na imensa gama de instrumentos utilizados para o autocídio, o que é praticado por armas de fogo ou mediante quedas espetaculares de edifícios, de abismos, desarticula o cérebro físico e praticamente o aniquila...
Não ficariam aí, porém, os danos perpetrados, alcançando os delicados tecidos do corpo perispiritual, que se encarregará de compor os futuros aparelhos materiais para o prosseguimento da jornada de evolução.

                           *

É inevitável o renascimento daquele que assim buscou a extinção da vida, portando degenerescências físicas e mentais, particularmente a anencefalia.
Muitos desses assim considerados, no entanto, não são totalmente destituídos do órgão cerebral.
Há, desse modo, anencéfalos e anencéfalos.
Expressivo número de anencéfalos preserva o cérebro primitivo ou reptiliano, o diencéfalo e as raízes do núcleo neural que se vincula ao sistema nervoso central…
Necessitam viver no corpo, mesmo que a fatalidade da morte após o renascimento, reconduza-os ao mundo espiritual.
Interromper-lhes o desenvolvimento no útero materno é crime hediondo em relação à vida. Têm vida sim, embora em padrões diferentes dos considerados normais pelo conhecimento genético atual...
Não se tratam de coisas conduzidas interiormente pela mulher, mas de filhos, que não puderam concluir a formação orgânica total, pois que são resultado da concepção, da união do espermatozoide com o óvulo.
Faltou na gestante o ácido fólico, que se tornou responsável pela ocorrência terrível.
Sucede, porém, que a genitora igualmente não é vítima de injustiça divina ou da espúria Lei do Acaso, pois que foi corresponsável pelo suicídio daquele Espírito que agora a busca para juntos conseguirem o inadiável processo de reparação do crime, de recuperação da paz e do equilíbrio antes destruído.
Quando as legislações desvairam e descriminam o aborto do anencéfalo, facilitando a sua aplicação, a sociedade caminha, a passos largos, para a legitimação de todas as formas cruéis de abortamento.
... E quando a humanidade mata o feto, prepara-se para outros hediondos crimes que a cultura, a ética e a civilização já deveriam haver eliminado no vasto processo de crescimento intelecto-moral.
Todos os recentes governos ditatoriais e arbitrários iniciaram as suas dominações extravagantes e terríveis, tornando o aborto legal e culminando, na sucessão do tempo, com os campos de extermínio de vidas sob o açodar dos mórbidos preconceitos de raça, de etnia, de religião, de política, de sociedade...
A morbidez atinge, desse modo, o clímax, quando a vida é desvalorizada e o ser humano torna-se descartável.
As loucuras eugênicas, em busca de seres humanos perfeitos, respondem por crueldades inimagináveis, desde as crianças que eram assassinadas quando nasciam com qualquer tipo de imperfeição, não servindo para as guerras, na cultura espartana, como as que ainda são atiradas aos rios, por portarem deficiências, para morrer por afogamento, em algumas tribos primitivas.
Qual, porém, a diferença entre a atitude da civilização grega e o primarismo selvagem desses clãs e a moderna conduta em relação ao anencéfalo?
O processo de evolução, no entanto, é inevitável, e os criminosos legais de hoje, recomeçarão, no futuro, em novas experiências reencarnacionistas, sofrendo a frieza do comportamento, aprendendo através do sofrimento a respeitar a vida…

                      *

Compadece-te e ama o filhinho que se encontra no teu ventre, suplicando-te sem palavras a oportunidade de redimir-se.
Considera que se ele houvesse nascido bem formado e normal, apresentando depois algum problema de idiotia, de hebefrenia, de degenerescência, perdendo as funções intelectivas, motoras ou de outra natureza, como acontece amiúde, se também o matarias?
Se exercitares o aborto do anencéfalo hoje, amanhã pedirás também a eliminação legal do filhinho limitado, poupando-te o sofrimento como se alega no caso da anencefalia.
Aprende a viver dignamente agora, para que o teu seja um amanhã de bênçãos e de felicidade.

                            Joanna de Ângelis

(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica da noite de 11 de abril de 2012, quando o Supremo Tribunal de Justiça, estudava a questão do aborto do anencéfalo, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.)

terça-feira, 8 de maio de 2012


Geração da Nova Era

No alvorecer do Século XXI, foi acelerada a Nova Era. Almas que foram pacientemente preparadas no mundo dos Espíritos regressam em larga escala ao copo físico com objetivos transformadores, visando ao futuro. Novas ideais, novas posturas, nova forma de raciocinar e sentir. Conquanto ainda sob a pressão de alguns traços morais do egoísmo, dos quais ainda não se livraram, tanto quanto nós, elas retornam nutridas e motivadas pela esperança de serem as cultoras dos novos tempos. A Terra não tem referenciais similares até os dias de hoje sobre a natureza psicológica e cognitiva dessas almas. Logo nos primeiro anos de vida, demonstram uma incomparável capacidade de entendimento e, por isso mesmo, são diferentes no agir e no pensar.

Durante 100 anos, após o surgimento da doutrina espírita, por meio de uma organização jamais vista em todos os tempos, a campanha pela regeneração da Terra foi decisivamente deflagrada nas regiões superiores vinculadas às necessidades de nosso mundo de provas e expiações. Planos e metas, projetos e determinações foram exarados pelos condutores amoráveis e iluminados de nosso orbe. Psicólogos, servidores sociais, médicos, consultores, pensadores e toda uma multidão de homens e mulheres educados na arte de amar, nas suas mais diversas e amplas áreas de atuação, foram convocados a intenso, paciente e laborioso planejamento que envolveu todas as diversidades étnicas, religiosas e culturais da nossa humanidade. E, nos últimos 50 anos, tais aspirações organizadas pelo Mais Alto entraram em dinâmica e ativa operação, conduzindo multidões à reencarnação em todos os setores das atividades terrestres na condição de forças transformadores culturais e morais. Colônias, cidades, postos de socorro, zonas de tratamento, hospitais e toda uma variedade de núcleos no mundo espiritual, sob intensa proteção e medidas das esferas mais elevadas, foram treinados para insculpir no campo mental dos reencarnantes os princípios da nova ordem de ideais e comportamentos do progresso do obre. 

A geração traz os germens daquilo que a humanidade anseia em todos os tempos. Fazem parte dessa planejada e larga campanha realizada em todas as comunidades da psicosfera terrena, almejando a maturidade dos habitantes do planeta em face do mundo de regeneração que nos espera logo mais. Vivemos hoje, mais que nunca, os tempos de transição em que se misturam os caracteres de uma e outra geração.

O novo e o velho se confundem e se chocam, tendo em vista o estabelecimento da nova ordem do progresso inestancável. Nesse aparente turbilhão de desordem em que se encontram as sociedades terrenas, nasce uma nova civilização. E neste cenário notam-se claramente como as chamadas “minorias” trazem um poder transformador e gerador de microtendências da humanidade. Sob essa perspectiva de céleres metamorfoses sociais, nem sempre o poder constituído representa a aspiração das massas, nem sempre experiência significa autoridade e nem sempre a tradição é sinônimo de rota segura em direção aos objetivos nobres a que todos somos convocados na escola da evolução humana.

Evidentemente, nem toda minoria atende aos imperativos sagrados dos tempos futuros, entretanto, observa-se claramente como esse movimento é poderoso quando traz em sua essência os elementos que constituem velhos clamores e necessidades da humanidade na rota evolutiva de sua história. O surgimento de nichos específicos sinaliza que algo precisa ser repensado e aprimorado. Muitas minorias trazem em seu ideal o embrião de futuras conquistas da humanidade. Refletem, algumas delas, a força transformadora que carregaram para a vida física esses milhões de corações que tiveram seu campo mental devidamente aprimorado para talhar os comportamentos regenerativos.
Meditemos em alguns traços da nova geração:
  • São idealistas com extrema necessidade de fazer algo que tenha impacto na sociedade. Vivem o seu presente a partir de um futuro desejável.
  • Querem ser ouvidos e recuam onde não haja espaço para o diálogo, rejeitando toda forma de autoritarismo e unanimidade. Louvam as comunidades e os grupos.
  • Têm um conceito de trabalho com significado produtivo para melhorar o mundo, e não apenas para ganhar. Preferem fazer o que gostam.
  • Priorizam a qualidade de vida.
  • Portadores de um nível de afetividade mais dilatado expressam-na de forma muito particular e distante dos costumes tradicionais.
  • São entusiastas do desenvolvimento pessoal.
  • Guardam identidade com a espiritualidade, e não com religião, com a qual só se afinizam quando se abrem para promover um renascimento conceitual de seus princípios.
  • São cultores da saúde e da beleza corporal.
  • Sensíveis às questões do meio ambiente.
  • São Espíritos cansados da intolerância, avessos à violência, à rigidez e a padrões e preconceito.
  • Adoram ser diferentes, ser originais, ser particulares. Guardam profunda necessidade de realização de seu mapa pessoal, em contraposição com o que a sociedade espera deles.
  • São arrebatados por tecnologia.
Deixemos claro que esses são apenas alguns pontos para meditação, nada mais que uma radiografia muito restrita da natureza e das características que compõem essa multidão de almas, que renascem com a mente sensível aos embriões de um mundo melhor, trazendo um mapa mental rico em elementos morais, culturais e espirituais.

Conquanto ainda se trate de uma geração marcada pelo egoísmo, ela traz em seu comportamento e em sua forma de pensar os ingredientes renovadores que impulsionam e modelam novos hábitos, tendências e dimensões sociais na futura extinção do materialismo. Composta de Espíritos com crenças e costumes distintos, eles são os operários da era do progresso moral.

(Extraído do livro Diferenças não são defeitos, de Ermance Dufaux, psicografia de Wanderley Oliveira – Editora Dufaux, 2011)

domingo, 6 de maio de 2012

A árvore das Relações


Sorria para todos
Diga Oi! Tudo bem? Sinceramente.
Saia de casa só pelo gosto de caminhar.
Faça um álbum de família. Contemple o céu e a
Natureza. Telefone para seus amigos e diga: “gosto
Muito de você!”. Converse com Deus. Agradeça a seus pais por
Te-lo gerado.
Diga a seus irmãos o quanto são importantes. Volte a
Ser criança. Apague de vez a palavra rancor. Diga SIM. Leia um livro.
Peça ajuda. Caminhe. Cumpra uma promessa. Cante uma canção. Lembre o
Aniversário de seus amigos. Ajude algum doente. Pule para se divertir. Seja
Disponivel para escutar. Deixe o seu pensamento viajar. Retribua um favor. Termine
Aquele projeto. Quebre uma rotina. Escreva uma lista de coisas que lhe dão prazer.
Faça uma visita. Sonhe acordado. Desligue o televisor e converse. Permita-se errar.
Agradeça a Deus pelo Sol. Aceite um elogio. Perdoe-se. Deixe que alguém cuide de você.
Demonstre que está feliz. Faça alguma coisa que sempre desejou. Toque as pontas
Dos pés. Olhe com atenção uma flor. Só por hoje evite dizer não posso. Viva
Intensamente cada minuto. Inicie uma tradição familiar. Não se preocupe.
De atenção a um idoso. Diga a sua mulher e filhos o quanto os ama.
Afague uma criança. Reveja fotos antigas. Escute um amigo.
Feche os olhos e imagine as ondas do mar.
Permita-se brilhar. Pinte um quadro.
Cumprimente um
Novo vizinho.
Compre um
Presente para
Você mesmo.
Mude alguma
Coisa. Delegue
Tarefas. Diga:
“Bem vindo” a
quem chegou.
Permita que
Alguém o ajude.
Agradeça! Saiba
Que não está só.
Decida-se viver com paixão.
Sem ela, nada de grande acontece na sua vida.

sexta-feira, 4 de maio de 2012


DIVALDO FRANCO - 65 anos de Tribuna Espírita

O ano de 2012 transcorre célere para Divaldo por duas comemorações marcantes: Os 65 anos de atividades na tribuna espírita (27/03/1947), e 85 anos de vida com seu dinamismo marcante (05/05/1927). Divaldo Pereira Franco, ágil como sempre, não tem tempo para pensar em si. Vive para o próximo. Os diversos afazeres na Mansão do Caminho, instituição benemerente, os cuidados extremados para com o Centro Espírita Caminho da Redenção, o desvelo e atenção no trato com amigos, as viagens de divulgação da Doutrina Espírita, no Brasil e em mais outros 65 países, a atividade psicográfica ininterrupta, o esforço inaudito para responder prontamente a centenas de mensagens eletrônicas e outras missivas todos os dias, a rotina dos embarques e desembarques em centenas de aeroportos ao redor do mundo, o pernoite sistemático nos hotéis, mostra-nos que Divaldo é uma pessoa incomum.

São mais de 230 dias ao ano que Divaldo permanece fora de sua residência na Mansão do Caminho. A cada dia em uma cidade. Em cada uma delas um imenso número de amigos e conhecidos que Divaldo acolhe, aconselha, felicita, ampara. Sabe das particularidades de cada um. Estimula-os ao progresso espiritual. Sempre jovial, cortês, sorridente, transparece não experimentar as aflições naturais e pertinentes ao Planeta Terra. Enganamo-nos todos. Divaldo não é diferente. Vivencia aflições, dores, preocupações em profusão.

Íntegro, Divaldo é, na rotina das jornadas diuturnas, o praticante diligente dos ensinamentos proferidos em suas preleções públicas e daqueles outros encontrados nas centenas de obras ditadas por nobres Espíritos através de sua psicografia. É praticante fiel dos ensinos do Mestre Galileu. Suas atitudes, seus pensamentos, suas palavras corroboram a assertiva acima. Vivencia plenamente o Evangelho do Cristo.

Março de 2012, mais precisamente o dia 27, marcou o transcurso dos 65 anos de oratória de Divaldo Franco. Não desmentindo a sua trajetória, encontramos Divaldo em pleno labor doutrinário no dia em que completava seis décadas e meia de seu profícuo trabalho. Desta feita em Florianópolis e São José/SC. Já se vai distante no tempo aquele 27 de março de 1947. Foi em Aracaju/SE que o jovem, ainda por completar 20 anos de idade, proferiu sua primeira conferência pública. Jamais interrompeu esta atividade de esclarecer, promover, alentar a criatura humana à luz dos ensinamentos cristãos.

Homem de seu tempo, está atualizado com o panorama brasileiro e mundial. Estudioso contumaz, agrega sistematicamente conhecimento ao seu trabalho de divulgação e expansão da Doutrina Espírita no Planeta. Mente brilhante. Sabe, como poucos, vestir o seu pensamento com palavras que promovem a criatura humana. Dedilha, como um exímio músico, as fibras da alma dos que o ouve com atenção. Todos os que sabem ouvir e percebem a dimensão espiritual jamais serão os mesmos após ouvir o trovador do Evangelho.

Com uma faculdade mediúnica impar, serve de instrumento dócil e plenamente capacitado para apresentar à criatura humana os ensinos, estímulos e generosas bênçãos de luzes impregnadas de conhecimento superior. Convivendo ostensivamente, desde criança, com os Espíritos desencarnados, Divaldo é um dos mais profícuos canais a estabelecer contato permanente entre os dois planos da vida. Sua discrição, como todo servidor do Cristo deve ser, não permite aos menos atilados perceber o quanto este servidor incomparável conhece o pensamento daqueles que o cercam.

O ano de 2012 também será o ano em que este arauto do evangelho completará 85 anos de idade. Seu vigor, físico e moral, capacita-o para as mais diversas atividades de divulgação da Doutrina Espírita. Fundador de diversos Centros Espíritas ao redor do Planeta, é sempre requisitado para alentar as criaturas na tarefa do autoconhecimento, do autoamor, da conquista moral elevada, da paz íntima, da caridade superlativa.

Incansável, não se permite passar pelo tempo sem que suas atitudes, ações e vibrações sejam colocadas em favor ao próximo, seja ele qual for. Seus pés são céleres, suas mãos acolhedoras, seus braços sustentam os mais fracos, seu coração é de todos, pois que escolheu viver o Evangelho de Jesus sem tergiversações, doando-se ao seu irmão em nome do Mestre Nazareno.

Parabéns, nobre amigo Divaldo. Receba a nossa gratidão. A gratidão de uma multidão de aflitos que tu vens, sistematicamente, consolando e instruindo no caminho do bem, que tão bem tu conhece. Que o teu exemplo de trabalho, de vida, seja farol para a trajetória evolutiva de todos nós!


Divaldo Pereira Franco proferindo conferência no ano de 2006.


Divaldo Franco em conferência no Teatro São Pedro de Porto Alegre/RS, em 1956


Homenagem para Divaldo Pereira Franco pelos 65 anos de atividades na tribuna espírita
Aracajú/SE em 27-3-1947 a São José/SC em 27-3-2012


Fórum Espírita

quarta-feira, 2 de maio de 2012


 TRABALHO: UMA LEI NATURAL
 "Se Deus houvesse isentado o homem do trabalho do corpo, seus membros estariam atrofiados; se o houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal;por isso, lhe fez do trabalho uma necessidade e lhe disse: Procura e achará, trabalha e produzirás; dessa maneira, serás o filho das tuas obras, delas terás o mérito e serás recompensado segundo o que tiveres feito.”

“O Evangelho Segundo o Espiritismo” - Cap. XXV, item 3


Segundo Vera Meira Bestene , na conceituação genérica, trabalho é a “ocupação em alguma obra ou ministério; exercício material ou intelectual para fazer ou conseguir alguma coisa”. Nos mundos mais evoluídos e nos inferiores, a natureza do trabalho não é a mesma, pois que ela está diretamente ligada às necessidades de cada um, sendo a inatividade, a ociosidade, um verdadeiro suplício.

Cada vez mais estamos conscientes que estudar é preciso, trabalhar é necessário e amar ao próximo é o menor caminho para estar em Deus. A consciência do trabalho, da atividade constante em prol de nós mesmos e de outrem, é necessidade evolutiva e nos é oferecida em igualdade de condições, conforme nosso merecimento, conhecimento e responsabilidades assumidas nesta vida e em anteriores.

O trabalho está alicerçado em princípios morais, principalmente no amor, e, por isto mesmo, ao lado da oração, é um dos maiores antídotos contra o mal, pois que corrige imperfeições e disciplina a vontade. “A ociosidade é a casa do demônio” é a máxima popular que bem explica que quando nada se faz se faz muito mal, pois que aí estão o egoísmo, o pensamento deprimente, a negatividade e as tentações.

O trabalho, entretanto, longe de ser apenas aquele de ordem material, física, é também aquele que se desenvolve através de ações inteligentes, intelectuais, objetivando a cultura, a arte, o conhecimento, o desenvolvimento e a ciência. Podemos ver que a própria evolução material do homem está ligada diretamente ao trabalho.

Com o passar dos tempos e as reencarnações, as evoluções oriundas do trabalho intelectual geram melhoramento na forma de produzir, pois que ao homem cabe a missão de trabalhar pela melhoria do planeta. Assim, podemos dizer que o trabalho remunerado é a forma que o homem tem de modificar o meio em que vive e produzir a melhoria do todo em geral.

Acontece, porém, que com a evolução da humanidade, a questão da oportunidade de trabalho fica cada vez mais limitada, e não se processa mais assim tão simplesmente como no passado, em que as profissões eram passadas de pai para filho. Há marcos importantes, como o dia 1.º de Maio, Dia do Trabalho, ou o Dia da Abolição da Escravidão no Brasil, (em 13 de Maio de 1888) quando se comemora avanços na preservação dos direitos humanitários do homem. E então, deparamo-nos com o desemprego, a falta de oportunidade para a qualificação profissional, o subemprego, a marginalização do trabalhador, enfim problemas sociais graves que nos obrigam a repensar sobre as causas dessa dificuldade em usufruirmos com tranquilidade esta Lei Natural: a Lei do Trabalho!

Reportamo-nos à lei de Causa e Efeito e os motivos enumeram-se incontáveis à nossa frente. Porém precisamos nos fixar no presente e sempre que estivermos passando por situações semelhantes, nos questionemos sobre o que precisamos aprender com a situação que estamos vivenciando.Quem sabe, se aquele competente engenheiro que se encontra há meses desempregado, sem conseguir o mesmo tipo de oportunidade e o mesmo nível salarial compatível com sua capacidade, não esteja necessitando aprender outro tipo de atividade profissional ampliando assim suas capacidades latentes que até ele próprio desconhecia? Na essência o aprendizado seria aprender a lidar com as mudanças! E não um castigo de Deus, o referido desemprego!

A vida é um eterno aprendizado e nada acontece por acaso e para a infelicidade do próprio homem. Aquilo que é um mal aos nossos olhos, com certeza é um bem, um estímulo à evolução dele mesmo. E isso nos lembra o velho ditado popular: “Se a vida lhe oferecer um limão, esprema-o, coloque água e açúcar e faça uma limonada!”.

 
TRABALHO VOLUNTÁRIO

Há, entretanto, uma outra forma de trabalho, que não rende moeda,nem produz conforto maior, tampouco crescimento permanente da conjuntura econômica. Este é o trabalho-abnegação, o qual não produz troca ou remuneração, mas que redunda em crescimento de si mesmo no sentido moral e espiritual. Modernamente a este trabalho dá-se o nome de TRABALHO VOLUNTÁRIO.

No primeiro caso, o trabalho gerando crescimento material e progresso social, desenvolve uma melhora exterior da criatura, enquanto o segundo, o trabalho voluntário, ascende no sentido vertical da vida e modifica,transforma o homem de dentro para fora, superando a si mesmo como instrumento da misericórdia divina.

Jesus, nosso modelo de homem na Terra, nos infunde coragem, estimula o trabalho-serviço, o trabalho-redenção, fraternal, procurando manter a sociedade unida, acalentando os menos favorecidos, dando conforto aos necessitados de toda ordem. “Hão de se perguntar: Como gozar os frutos se não recebemos dinheiro pelo que produzimos?”

Emmanuel, no livro “Perante Jesus” nos fala do trabalho voluntário explicando–nos como nos chega a remuneração mais do que compensadora por trabalharmos pelo simples prazer de servir, desinteressadamente. Vera Meire Bestene menciona que quando o trabalho se transforma em prazer de servir surge o ponto mais importante da remuneração espiritual: Toda vez que a justiça divina nos procura no endereço exato para a execução da sentença que determinamos a nós próprios, segundo a lei de causa e efeito, se nos encontra a serviço do próximo, manda a justiça divina que seja suspensa
a execução, por tempo indeterminado.

As pessoas nem imaginam o bem que estão fazendo a si próprias quando se dedicam a realizar algum trabalho sem a respectiva recompensa financeira. O voluntariado é hoje uma verdadeira explosão, uma vez que está transformando hábitos, sobretudo quando realizado por jovens. É uma característica comum aos jovens a vontade de ajudar, de ser útil, de diminuir a dor alheia, praticando assim a solidariedade. O incentivo cabe aos mais velhos, exercê-lo.

As maravilhosas obras beneméritas e de caridade erguem-se no planeta, materializando pensamentos de bondade. Ao trabalho voluntário todos somos chamados, entretanto, aos que deixaram passar a oportunidade, conclamamos agora: Venha compor esta fileira. Deixe de lado as desculpas do “não tenho tempo”, “meus filhos são pequenos”, “meu marido é sistemático”, “quando aposentar vou ajudar vocês”, “minha família necessita de mim”. Não adie a tarefa do auxílio. É necessário se conscientizar da responsabilidade que temos em relação ao próximo. A firmeza de propósitos, o espírito de altruísmo precisam ser ativados. O maior beneficiado é sempre quem auxilia.

Emmanuel, no livro Pronto Socorro recomenda: “Não te esqueças do tempo e auxilia agora”. É tempo de agir, de aprender que o doar-se de forma absolutamente desinteressada, é semeadura de amor e libertação, pois que a justiça divina dá a cada um segundo o seu merecimento e o seguimento da máxima de Cristo “Ama o próximo como a ti mesmo” extirpando o egoísmo e a arbitrariedade o quanto antes de nosso comportamento.

O trabalho é e será o único meio de evolução do ser encarnado ou desencarnado e, sem trabalho, não há progresso, sem trabalho voluntário não há evolução espiritual e não há luz. A forma que cada um pode ser mais útil para o maior número de pessoas, é análise pessoal, mas nos cabe alertar a importância do auxílio, da cooperação de acordo com a capacidade e possibilidade de cada um, mas sempre há e haverá um trabalho, uma tarefa que diante da boa vontade e do amor, será sempre, simples, prazerosa e fácil.
Realiza o teu compromisso, por menos significante que te pareça, pois que esta será a base para grandes realizações futuras.

É tempo de agir, de aprender que o doar-se de forma absolutamente desinteressada, pois que a justiça divina dá a cada um segundo o seu merecimento e o seguimento da máxima de Cristo “Ama o próximo como a ti mesmo” .

Caminho da luz